SERÁ QUE COMBINA? REAPROVEITANDO ALIMENTOS, A VIDA AGRADECE


Será que combina? Essa pergunta me acompanha quase todos os dias. Cozinhar para uma pessoa pode até ser mais simples, mas sempre sobra um pouco, seja do jantar de ontem, do almoço hoje. Juntar as peças deste quebra cabeças para compor uma terceira refeição é tarefa árdua. Converso muito com quem cozinha em casa todo dia, e a questão é sempre a mesma: cozinhar é muito bom, mas fazer isso todo dia... Comigo não é diferente mas a gente toca o barco com doçura.
Tem sempre uma ajudinha daqui, dali, como as sopas da Mestre Cuco. A sopa de batata doce com alho poró e eu estamos in love. Aqui rende duas porções, porque nunca uso sozinha: enriqueço com croutons, queijinhos, chips, alguma verdura, etc.. E reutilizo no dia seguinte do jeito que só Deus sabe. Conheci também uma massa muito interessante sem gluten. Com trigo sarraceno, que não é comum para minha rotina. As duas vezes que comi foram no Z-Deli e na casa da Pat Feldman, que me convidou para almoçar e fez sobá com vegetais. Sobá, ela me explicou, é uma massa a base de trigo sarraceno muito popular no Japão. Achei uma delicia!

abre aspas: O trigo sarraceno é livre de glúten, sendo uma boa opção para pessoas que possuam sensibilidade ao glúten ou alguma doença celíaca. As dietas com trigo sarraceno são associadas a um menor risco de desenvolvimento de pressão alta, muito em parte a sua rica composição e concentração de flavonoides, principalmente a rutina, que inclui as catequinas do chá verde e os polifenóis do vinho tinto. Os flavonoides são fitonutrientes que protegem contra doenças, estendem a ação da vitamina C e agem como antioxidantes. fecha aspas, leia mais aqui!

Quando vi essa massa linda minhas ótimas recordações me deixaram bastante animada. Trigo sarraceno, bem vindo `a nossa cozinha! Massa saborosa e substanciosa também.
Para conhecer melhor, desta vez eu fiz somente com verduras e azeite. Tinha ervilha torta e escarola, refoguei tudo no alho e temperei a massa. Usei quadradinhos de queijo de castanha do pará. Uma refeição prá lá de nutritiva que pediu um molho: pesto, como sugeriu minha prima Rô, ou molho de abóbora com leite de côco, como comentei com a Giselle minha vizinha. Mas o que mais gostei foi o fato da massa não desmanchar durante o cozimento, como acontece com as massas de quinoa e linhaça (hora dessas comento melhor); a leveza e a sensação de saciedade que perdurou o dia todo mesmo tendo comido uma porção mínima. Passei um ótimo dia. Só pensei em comida próximo da hora da...sopa, pronto! apareceu a oportunidade de um reaproveitamento de respeito.
Será que combina? Combina... a sopa de ontem com a massa de hoje rendeu um creme interessantissimo e muito saboroso, era a pegada que faltava. Juntei chips de mandioquinha e ficou melhor ainda.


É importante reaproveitar os alimentos que estejam em boas condições, porque desperdício é muito triste, tanta gente passando fome. Na cozinha como na vida, tem dias que tudo dá certo, outros dias melhor se recolher, em outros rir e seguir adiante, mas jogar fora é de partir o coração. Quem ainda tem dúvidas fica a dica: se cozinhou direitinho, usou ingredientes frescos, acondicionou corretamente, até três dias a qualidade se mantém, no meu modesto entendimento. Tem gente que diz que dura até mais, mas como eu faço poucas quantidades, quase nunca fico mais de dois dias recombinando pratos prontos. Fazer sua própria comida é mesmo muito bom, reaproveitar é glorioso. Se joga!
Namastê!

imagens de acervo, e links de créditos na postagem em destaques.



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