ARROZ INTEGRAL, LENTILHAS, TOMATES, AMENDOAS E QUEIJO DE CABRA


Arroz integral, lentilhas, tomates frescos, queijo de cabra, amendoas.
Você pode comer tudo junto e sentir todos os sabores ao mesmo tempo. Simples, porque é do tipo arroz-feijão, salada e ovo. Apenas uma panela e muitas vitaminas, fibras, ferro, proteínas, crocância.
Coloque a lentilha com o arroz para cozinhar, ambos deixados de molho de véspera no meio ácido, e tempere com alho, ervas, pimentão amarelo, cúrcuma e canela. Deixe o sal para o fim. Quando estiver no ponto coloque no prato, por cima tomates frescos picados, quejo de cabra e amêndoas. Regue com azeite e muito, mas muito bom apetite! Quem provou disse: oh, que delicia!
Depois: o que você vai lavar? uma panela, os pratos, talheres e a tábua de corte. Economiza água, detergente, suas mãos, e tempo. Simples também é a essência desse tipo de comida, que poderia ser feita no fogão de uma boca, naquele fogão de chão, com tijolos e uma chapa. Aliás esse tipo de fogão fazia parte da minha infância, a gente montava e desmontava pelo quintal. Éramos nômades com certeza. Meu primo Nando cozinhava e a gente comia, era impressionante. Ele é um gourmet de fato, faz comida como poucos, e diz que cozinha bem o que gosta de comer. Ele vai para o lado da comida de família; não pode saber de uma receita que fica maluco até conseguir fazer. Eu vou do lado oposto. Em familia ser vegetariano era algo que não existia, embora `a mesa sempre tivesse verduras de monte, não eram elas que davam o tom. Aqui são. Porisso tive que me virar para conseguir elaborar, combinar, preparar, comer e gostar. Gosto das receitas de familia, mas se você ohar o caderno de receitas da minha mãe, que o Nando tem muito bem guardado, vai ver pouquissimas receitas onde os vegetais formam o prato principal. Nesse caso, o meu, a ajuda dos profissionais mais queridos e citados largamente aqui foi essencial para eu entender o que deve ter no prato para ele ser nutritivo sem usar carne. O resto é por minha conta e risco. E a partir do momento que passei a consumir quase que cem por cento de ingredientes orgânicos, graças a feira sensacional que tem perto daqui, uma coisa interessante aconteceu: minhas unhas, que antes eram quebradiças ficaram fortes. Não tomo suplementação especial para isso, apenas o de sempre: clorella, spirulina, geleia real e polen. Fica minha pergunta, se já consumia isso antes, como que só agora elas fortaleceram desse tanto? A resposta só pode estar nos produtos orgânicos. Tirem suas conclusões. Vale muito mais a pena, digo e repito. Eu gasto menos que gastava antes, como melhor, os alimentos duram muito mais fresquinhos na geladeira, rendem, e tem um sabor que dispensa comentários. Conversei com minha tia recentemente sobre os meus gastos com os produtos da feira, ela ficou espantada porque gasta duas vezes mais no mercado da esquina, compra bem menos e as folhas vem, coitadas, murchas e precisam seu usadas imediatamente, fora aquele veneno que tanto mal faz para a saúde o gosto vem tudo igual, ou melhor: sem gosto.


Melhor que comprar na feira orgânica seria talvez participar do processo de produção, plantio e colheita. Meu sonho hoje, confesso, é morar numa comunidade com pessoas que compactuam da mesma filosofia de vida, plantar, colher e comer, trocar, compartilhar. A vida em comunidade pode ter vários objetivos e ser uma boa experiência. Lá fora a coexistência em comunidade tem um nome: cohousing, e vem ganhando cada vez mais adeptos em todas as partes. Tenho conhecimento de amigos que já estão se unindo e trocando idéias para formar a sua e existem páginas com muitas informações on line, no Brasil e fora daqui. Querer uma vida simples já é uma boa e grata maneira de começar a praticar a mudança. Se antes sonhar com isso e com a modernidade pareceria contraditório, os ventos mudaram. Hoje moderno é ser simples, e estar rodeado de ajuda para melhorar o dia a dia. Por força da minha profissão ficar antenada é parte da rotina e eu procuro conciliar tudo para tornar a caminhada uma fonte de interesse e de contentamento. Meu lindo e moderno escorredor de pratos de anos, aquele da coroa, ficou inutilizado por conta do dreno, que é de um material muito resistente, mas não resistiu ao uso continuo. Contatei o importador para tentar a reposição, que o restante estava ótimo, mas infelizmente não consegui a peça; o que considero uma falha, imagine se de onde ele vem não tem isso? A cultura do desperdício parece que passa longe dali, enfim...trocas de email e gentilmente me ofereceram vender um novinho pelo preço de custo. Agradeci e pensei que era hora de mudar, simplificar mais. E foi o que fiz, pequisei produtos do mercado e achei algo muito interessante e absolutamente despojado, como o arroz com lentilha. Mas de uma funcionalidade que a gente tira o chapéu, esse novo escorredor é tão discreto que nem parece ser o que é. Não sei se consegui me fazer entender com 3 assuntos que para mim estão interligados, e no fundo transmitem a mesma mensagem: descomplique, ou como melhor explica o mestre Yoganada, simplifique a vida e seja um rei.


Para finalizar, achei uma peça super bacana, mais uma grande idéia da simplicidade para escorrer talheres, pena que não foi por aqui, mas a gente sabe que os ventos estão mudando.
O gênio disse: "A simplicidade é o último grau de sofisticação", e isso resume tudo.
Temos muito que aprender, graças a Deus.
Namastê!

fotos de acervo: arroz com lentillha e escorredor
elefante escorredor: do pinterest, que veio daqui
moradores em comunidade: Amigos de longa data criam mini-vila sustentável para poderem viver juntos
O gênio, Leonardo da Vinci, claro!

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