BOLINHO DE ARROZ E MOLHO DE TAHINE


Meu arroz, que é papa naturalmente, além de ser ótimo no prato principal, também é um grande ajudante quando bate aquela vontade de...bolinho. Talvez por não usar tempero e preferir o arroz biodinâmico, ele permanece íntegro na geladeira pelo menos 3 dias se não mais, e se torna motivo para sair da rotina. O arroz papa já tem uma liga especial que dispensa mais farináceos, e fermento, pelo menos para mim. Uso quando muito uma farinha fina de quinoa ou de aveia, se tiver em casa, ajuda enriquecer nutricionalmente. A receita abaixo eu inventei agora, lá vai:

Arroz
Farinha de quinoa
Ovo caipira
Cheiro verde
Sal
Azeite
Uma micro pitada de bicarbonato de sódio

Não fiz com quantidade, foi mesmo no olhometro.
Azeite para ajudar dar liga, nada mais que isso.
Na tigela pequena mistura tudo,
um ovo, cheiro verde `a vontade
a farinha por último, porque a quantidade errada pode acabar com a receita, use a quantidade minima e só se a massa estiver muito grudenta, ou se quiser aumentar a quantidade de nutrientes.
Não precisa modelar, pode usar a colher, e com a espátula de virar os bolinhos pode-se dar uma leve amassadinha para eles se achatarem e ficarem bem fritos tanto por fora como por dentro. Essa dica é para quem não quer usar muito azeite, ou ghee, ou óleo de coco para fritar. Eu usei uma colher de sopa de ghee numa frigideira pequena; renderam vários bolinhos muito bem fritos, leves e sequinhos.


Para acompanhar um suave molho de tahine com shoyu, receita manjada da embalagem do tahine da Jasmine há anos, que funciona `a beça. Meu molho tem um pouco da receita da embalagem e outro pouco da receita que me foi passada há muitos anos no restaurante Satwa, pelo Gilberto que era um dos sócios. Quem se recorda daquele lugar incrivel na rua da Consolação, onde em todas as mesas tinha uma molheira com esse creme de tahine delicioso, que generosidade! E que bacana: soube que o Satwa ainda está ativo, deixo o link aqui.

Uma colher de sopa de tahine,
uma colher de sobremesa de shoyu,
gotas de limão,
um fiozinho de mel,
e água, bem pouco.

A água é o segredo, o molho muda de cor e de textura, fica cremoso mas não denso, com cor de paçoca. Mas atenção! é bem pouca água mesmo, gotinhas... mexe bem, se precisar mais gotinhas, até dar aquele ponto de pingar. Tem que provar, para ver se precisa mais shoyu ou limão, porisso é melhor colocar pouco no início. Suave é o gosto que tem que prevalecer.

E suave é uma palavra tão linda e cheia de significado que a gente deveria fazer mais uso dessa idéia.
Namastê!


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