MASSA DE GRAO DE BICO COM ALCACHOFRAS


Ao escrever ainda há pouco sobre o uso da farinha de grão de bico na cosmética, lembrei que sou um ser que precisa se alimentar, porisso vou deixar para usar a farinha em receitas cuilnárias outra hora, que seus procedimentos são um pouco mais demorados e eu não consigo esperar: fome em estado adiantado.
E por outra boa razão: massas, que saudade, voltei!
Cumpri minha difícil promessa de dar um tempo de escrever sobre elas e agora me libero desta missão com prazer.
Massa é mágica, lúdica, porisso deve ser tão bom.
É versatil; é feita de farinha, e farinha a gente já sabe que pode ser obtida de muitos alimentos, o que faz com que ela, a massa, possa mudar de formato e de propriedades nutricionais quase que inesgotavelmente.
E tem outra uma enorme vantagem; se a gente mudar um único ingrediente no preparo, o prato fica renovado. Hoje está um dia irresistivel para dar asas ao spaghetti de grão de bico com espinafre e com alcachofras, são ótimas para a saúde e me fazem muito bem.
Adoro prepará-las no azeite e no alho simplesmente; alho com moderação para manter a suavidade do paladar.
Não uso molho, não uso especiarias.


Azeite, alho, alcachofras, spaghetti.
Fundos de alcachofras cozidas na água com o suco de um limão, o tempo é no olhômetro.
Em seguida corte bem picadinha e refogue no azeite com alho.
Corrija o sal, tempere spaghetti de grão de bico com um pequeno punhado de nozes torradas e bem picadas.
Claro, o nosso queijo de cabra ou de ovelha, amigo de todas as horas.
Um prato sem lactose, sem gluten, rico em nutrientes e em sabor.
Fácil de fazer que só vendo.



Para acompanhar, vou me presentear com um bom suco de uva orgânico.
Não sou de consumir liquidos nas refeições, mas hoje é comemorado o dia dos arquitetos!
Me reverencio em gratidão por todas as manifestações carinhosas recebidas dos amigos e colegas.
E por todos os ensinamentos que tenho a oportunidade de aprender nesta escolha de caminho.
Devo muito ao meu primo Fernando, que saiu na frente para que a gente simples do interior como eu, pudessemos nos aventurar por caminhos nunca dantes navegados.  
Frei Galvão é considerado um dos padroeiros dos arquitetos, e quem visita o Museu de Arte Sacra / SP pode ver a beleza e a singeleza daquele lugar, fica a dica.
Meu pai presbiteriano, era devoto de São José, talvez por isso meu subconsciente já navegava nessa vibe, mesmo antes de eu saber que existia uma profissão chamada arquitetura. Uma alma livre como a dele também abriu caminhos para quem com ele conviveu.
Quando pequena eu olhava muito para os espaços internos de onde eu visitava, e mentalmente pensava em trocar uma cadeira de lugar, colocar ali, outra aqui, imaginava ele de outro jeito, com outras cores e outras combinações. Deu no que deu.
Certa vez ouvi dizer que São José era um padroeiro "emprestado" para os arquitetos, e eu amei essa idéia de partilha.
Se é lenda ou não, para mim tá sacramentado.
Viva São José, viva Frei Galvão e viva todos os Santos!

Os ofícios nos tornam obreiros de nosso caminho.
É dia de celebrar.
Namastê!
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