31.7.10

OS 5 RITOS TIBETANOS



Assim como quem vai realizar uma viagem nós também temos que nos preparar, e iniciaremos o aprendizado da vigilância através da pratica do silencio, que além de nos manter atentos, altera a nossa vibração de maneira positiva.


Nesta chamada para a mensagem do meu mestre, que hoje ensina a prática do silêncio, me lembrei de uma outra prática, fisica:
os 5 tibetanos.Com esse nome me foi apresentada a série dos também chamados Ritos tibetanos, em 2001.

Os exercícios foram ensinados pelo meu então terapeuta, o Hillo, que me emprestou o livro "A fonte da juventude" de Peter Kelder. Em seguida comprei também o meu livrinho, para ser lido e re-lido, muitas vezes emprestado, e definitivamente sumido. Um belo dia se foi e não voltou mais para casa.

O outro livro que trata a série, Ritos Tibetanos, eu comprei depois, está aqui em casa em algum lugar, creio, de vez em quando eu vejo ele, e me lembro que é hora de retomar, e então recomeço.
É bem interessante eu encontrar o livro sempre que meu corpo está precisando dos exercicios de novo.
Recentemente uma cliente, a Cláudia, me contou que fazia essa série há alguns meses, e quando eu disse que praticava há quase dez anos, ela se espantou, e me perguntou o que eu achava, se valia a pena, se tinha sentido efeitos, se eu fazia todos os dias, e se fazia sempre, etc.... e depois da conversa ela me contou que quem ensinou para ela disse que esses exercícios ficam na nossa memória celular, e mesmo que a gente pare por algum tempo, eles continuam atuando.

Desde que os aprendi, eu os tenho como companheiros de atividades físicas constantes, e de fato esta série traz muito vigor, tonicidade, aumenta a flexibilidade e funciona para muitas outras coisas.
Além de tudo afina a silhueta e aumenta a percepção sensorial.
É uma yoga.
É fácil de se praticar, e uma vez aprendido, nunca esquecido. Esquenta os motores, a gente se anima e pratica por um bom tempo, e começa a se sentir tão bem que uma hora se esquece de fazê-los por algum motivo qualquer, é uma peculiaridade, eu diria. Comigo acontece isso, e eu considero que são pausas espontâneas. Mas durante o ano, eu faço muito mais do que paro, o saldo é sempre positivo.

Lembro-me bem das instruções do Hillo, que me disse praticar os ritos há muito tempo, bem antes de 2001, ele é um precursor de tudo que é bacana. Ele sempre teve uma aparência muito jovial, e um dia perguntei qual era o segredo, ele riu e me apresentou os tibetanos.
Ele me comentou da importância de se fazer sempre o mesmo número para cada série, e sempre em múltiplos de 3, até atingir o numero 21, para cada um, ou seja, repete-se 21 vezes cada rito, que são 5.
A gente faz ao todo 105 movimentos, parece pouco, mas dá um efeito impressionante, se bem executados.
Quando a gente não consegue fazer os 21, pode se fazer 3, 6, 9, 12, 15, 18 de cada série, tomando o cuidado de se fazer sempre a mesma quantidade para cada rito, essa dica do Hillo é quente.
Eu já fiz algumas vezes quantidades diferentes, mas sempre tomo o cuidado de seguir as recomendações.
Outra coisa é respeitar o intervalo entre um e outro, e prestar atenção `a respiração nesse intervalo exatamente como ensina o livro, porisso a leitura é recomendada para quem quiser praticar direito.

A primeira vez eu fiz junto com o Hillo, eu fiquei girando e andando em direções malucas, ele me segurou senão eu ia parar sei lá onde. Depois fizemos todos eles 21 vezes.
Saí do consultorio dele me sentindo muito bem, com o livrinho emprestado em baixo do braço, e naquela noite, eu dormi 14 horas de um sono tão reparador como há muito tempo não tinha.
Fiquei super animada, e em menos de uma semana eu já estava praticando perfeitamente.
Depois ensinei para muita gente.

Recomendações; a mensagem do mestre e um lembrete: A prática do silêncio vai trazer muitos frutos para quem se animar a praticar.
Os 5 tibetanos irão trazer mais vigor, mais equilibrio, vão ajudar nos hormônios, ( parece ser este o segredo ). As 8 sedas, tambem me ensinado pelo Hillo, aqui já está bem explicadinho, e é outra das coisas boas para a gente fazer. São práticas que promovem saúde. Uma tibetana, outra chinesa, a imagem que ilustra a matéria é indiana...e naturalmente, tudo está ligado ao caminho para fazermos e vivermos melhores dias, boas atitudes, mais esperança, clareza e transparência, sobretudo mais amor.
Abaixo uma matéria bem explicada e depois um video muito bem feito sobre os exercícios, lá do Youtube.
Hoje o material sobre essas práticas está cada dia maior, tem mil videos com gente dando piruetas, fazendo direito, fazendo errado, misturando a outras praticas, porisso o video abaixo escolhido é o que eu mais gostei, por ser nada apelativo e mais didatico.
Os 5 tibetanos realmente são muito fáceis de se fazer, não custam nada, pode se fazer em qualquer lugar, a qualquer hora, não necessita preparos especiais; talvez justamente por isso muita gente não adquira fé, ou duvide, mas isso não é relevante aqui.
Uma observação do mestre tem nos chamado a atenção ultimamente, focar na simplicidade e na fé genuína, como a prática do silêncio, a meditação da Rosa, ali estão verdadeiros tesouros...tudo simples, tudo amor.
Coragem!














Matéria

Os 5 Ritos Tibetanos são uma série de exercícios repetitivos onde o praticante consegue elevar a energia logo que termina de executá-los. Há diversos depoimentos de quem o fez ou faz. O livro “A Fonte da Juventude”, de Peter Kelder, explica com detalhes esses movimentos muito parecidos com a Yoga.

RITO 1
Fique em pé, com os braços na horizontal, e gire, num círculo completo, todo o corpo no sentido horário [sentido dos ponteiros de um relógio que estivesse nos seus pés]. Para diminuir a tontura, procure fixar o olhar em um ponto fixo, o máximo que puder, durante o giro. Diminuir a velocidade de giro do corpo também ajuda a diminuir a tontura. Descançe até sumir a tontura, antes de ir para o Rito 2.

RITO 2
Deite de costas no chão, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para baixo, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem um pouco para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e as pernas, mantendo os joelhos firmes e retos, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem um pouco e depois repita o rito. Ao repeti-lo, vá estabelecendo um ritmo mais lento para sua respiração. Inspire profundamente quando estiver levantando as pernas e a cabeça, e exale ao descê-las. Inspire e exale sempre pelo nariz. Entre as repetições, no relaxamento, continue respirando no mesmo ritmo. Quanto mais profundas as respirações, melhor.

RITO 3
Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apóiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha para trás e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, porisso encha os pulmões o máximo que conseguir.

RITO 4
Primeiro, sente-se no chão com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos e alinhados horizontalmente em relação ao chão; os braços e as canelas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tensione todos os músculos do corpo que puder. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir este rito. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante o tensionamento dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.

RITO 5
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 40 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um V invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posiçao inicial e repita o rito. Tensione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. Siga o mesmo padrão de respirações profundas e lentas que usou nos outros ritos. Inspire ao erguer o corpo, em V, e exale quando o abaixar. Lembre-se de que você só volta à posição inicial - deitado de bruços no chão - quando tiver completado todo o ciclo de repetições.

Fonte:
O caminho é para dentro, LINK http://dharmayukam.blogspot.com/2007/05/5-ritos-tibetanos.html
imagem CHACRA mandala, LINK
livro A FONTE DA JUVENTUDE, LINK


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