O POVO DA GENERAL JARDIM



Hoje saiu uma materia no estadão sobre a rua General Jardim, a Mirian me ligou assim que leu e eu fui ver se estava disponivel on line, bingo!
A GAL Jardim é conhecida informalmente como a rua dos arquitetos, e eles pipocam mesmo pela rua, fazendo da sua relativa pequena extensão quase um lugar de passeio, como nos footings das praças do interior. Eu pipoquei para cá em 1992, por um tabalho no IAB e pela proximidade com amigos e parentes que vivem por perto.
Na época eu tinha uma CALOI CECI cor de rosa.... e eu ia para o IAB de magrela, mas para voltar - que complicação.
Depois a Caloi Ceci foi para a filha da Marina, a JUJU, elas vivem hoje nos EUA não sei se com ou sem ela.
Eu e a Ceci fomos grandes amigas, ela me carregava para muitos lugares, como no Alto de Pinheiros, perto da praça Panamericana. Varríamos a região desde o Largo da Batata no mercado Rajibata até o Supermercado da praça, e aquela cestinha dava para carregar muita coisa. Nas tardes de domingo, percorrer as ruas maravilhosas e calmas era a glória. Eu sempre me perdia por ali, mas sem stress, eram outros tempos e as pessoas andavam mais por ali, muros baixos, gente na calçada.
Quando o tempo permitia, dava para ir muito mais longe; até o Ibirapuera.

Já na General Jardim e nas adjacências acabei me acostumando andar mais a pé ou de onibus, metrô, taxi, carona, conforme o bolso ou a disponibilidade.

No livro O Palacete Paulistano, de Maria Cecilia Naclério Homem, ela conta um pouco da vida e das casas da região, a General está ali.... nao me lembro com tantos detalhes assim do livro, mas lembro do palecete Numa de Oliveira, projeto de Victor Dubrugas se não me engano, e ficava aqui na rua.
E voltando ao assunto da matéria do estadão, eu gostei porque fala de algumas idéias muito legais pensadas por ótimas cabeças, e porque ao começar a fazer esse post apareceram boas lembranças; a expressão pipocar-que eu amo-, fazer footing na praça-eu fiz!-, a caloiceci, a marina, o iab, a bienal, o livro, e claro, a rua dos encontros casuais de muitos amigos + colegas; ou a sorte de ver um ídolo da arquitetura como o Paulo Mendes da Rocha passeando pela calçada, sempre simpático e atencioso conosco, seus fãs.
Essa rua é realmente um astral - e acho o momento das bikes está a todo vapor novamente, seria uma boa voltar a pedalar por estas bandas, é bom e me faz falta, muita falta.

LINK / Eles são do berço da arquitetura de SP.
E querem mudar a cara do centro.
Conhecidos como 'o povo da General Jardim', escritórios e instituições fazem da região sua base e têm projetos para revitalizar a área



Profissionais.
Há cerca de 20 escritórios na rua, como o Piratininga; lá também estão a Escola da Cidade e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)

Na Rua General Jardim, no centro, nascem ideias que mudam a cara de São Paulo. Isso porque lá estão cerca de 20 dos principais escritórios de arquitetura da metrópole, além da faculdade Escola da Cidade, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e do Instituto Pólis. Ficam na via os responsáveis pela repaginada planejada para a Biblioteca Mário de Andrade, pela garagem do Parque Trianon e pela Galeria Vermelho. No mundo dos arquitetos, essa turma é conhecida como "o povo da General Jardim". O grupo transformou a área em sua base e, agora, quer revitalizar a degradada região. A Escola da Cidade encabeça essas propostas. Fundada em 2001, a faculdade conta com professores que são referência no mercado, como o designer e arquiteto Rafic Farah e José Armênio de Brito Cruz, do escritório Piratininga (eles também trabalham na General Jardim). E sua sede foi construída lá justamente para incentivar a retomada do centro."É nessa área que está a história paulistana e é importante que os alunos a entendam, saibam circular nela e pensem em melhorias", afirma o arquiteto Ciro Pirondi, diretor da Escola. "Ainda optamos por esse ponto porque o governo voltou a investir aqui, por já ser um berço de profissionais do meio e para impulsionar a retomada do centro."
Repaginação
Pirondi não fica só nas palavras: a faculdade já tem projetos encaminhados. "Queremos acabar com a degradação daqui e criar um centro de convívio", afirma. O plano mais ousado, idealizado por sete arquitetos que são professores e têm escritórios na área, pretende mudar o visual da General Jardim: seria proibido estacionar no acostamento; as calçadas seriam alargadas e teriam bancos; e seriam plantadas árvores. A Escola quer submeter tal proposta à Prefeitura até, no máximo, o segundo semestre deste ano. Outra ideia é construir um prédio para seis escritórios de arquitetura e uma livraria especializada. "Já compramos o edifício e vamos nos instalar em meados de 2011", conta Pirondi. Há ainda um projeto de levar quatro institutos ligados a urbanismo para a rua, que já conta com o Pólis. Iriam, por exemplo, o Movimento Nossa São Paulo e o Ethos. "Será a Passagem da Cidadania."
História
Não é de agora que a região é berço da arquitetura. Está lá o primeiro curso paulistano da área, ministrado desde 1917 na Universidade Presbiteriana Mackenzie, no começo junto com Engenharia. "Nós demos essa vocação para a área", conta o professor Valter Caldana, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. "Muitos dos profissionais que estão por aqui se formaram no Mackenzie, são ou foram docentes ou trabalham com ex-alunos." Caso do renomado arquiteto Paulo Mendes da Rocha, de 81 anos, que se formou na universidade em 1954. Seu escritório é no prédio da IAB e, de sua prancheta, saíram a reforma da Pinacoteca do Estado e o Museu Brasileiro de Escultura. Até os anos 1980, lá ficavam os principais escritórios de São Paulo. "Porém, o centro entrou em processo de degradação e os jovens passaram a fugir daqui", conta Caldana. Em meados da década de 1990, então, se viam poucas pranchetas na General Jardim. Segundo comerciantes locais, ali só havia "prostitutas e moradores de rua".
Retomada
Há 17 anos a "turma" redescobriu o potencial da área. O pioneiro foi o escritório Piratininga, responsável pela reforma da Biblioteca Mário de Andrade. "Fizemos o projeto de revitalização do prédio onde estamos e o dono nos convidou para vir para cá", diz José Armênio de Brito Cruz, sócio da empresa na qual trabalham 25 arquitetos. "Sabíamos que era uma boa sair do Itaim e montar a sede no centro, que estava sendo revitalizado e que condizia com o tipo de projeto que fazemos." Cruz espalhou entre os colegas a ideia de reocupar a General Jardim. "Voltamos aos poucos, houve um boom há uns cinco anos e hoje há seis escritórios só no prédio onde ficamos." É consenso entre os arquitetos: o "povo da General" cresceu e promete tomar ainda mais a rua. O que atrai esse pessoal? Há outros fatores além da retomada do centro. "É uma região barata e com uma infraestrutura adequada", diz o arquiteto Marcio Mazza, vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura. "E o pessoal também é atraído pelo "clubinho" formado ali. O "povo da General" tem ideias parecidas, com foco na junção entre público e privado, compartilha experiências." "Arquitetos com trabalhos muito comerciais não poderiam vir para cá", opina Pirondi, diretor da Escola da Cidade. "Eles precisam de um ambiente como o Jardins, atraente para a clientela de empresários e executivos." Os escritórios jovens ainda se empolgaram em ficar na General pela possibilidade de se associar com os arquitetos mais experientes que se tornaram seus vizinhos. "Ajudou a nos aproximar do Paulo Mendes da Rocha, com quem temos várias parcerias", conta Martin Corullon, do Metro, um dos que gravitam em torno do arquiteto conhecido entre os seus como "Paulinho".
06 de junho de 2010 | 0h 00 / Edison Veiga , Filipe Vilicic - O Estado de S.Paulo

NOTAS:















1. quem foi afinal o general jardim?
segundo o dicionario de ruas: O General João José Jardim notabilizou-se como grande defensor da legalidade, em São Paulo, durante a guerra civil de 1893 a 1894.
2. não esqueça a minha caloi, fechando este post, quem nao se lembra desse slogan?
3. a imagem da calói, que não é a minha, com agradecimentos pela imagem.
4. o link da materia do estadão, aqui
5. obrigado `a mirian, que me ligou assim que leu e me avisou desta materia, thank's mô.

Comentários

Patricia Cardoso disse…
silvia, me escreve: euquero@ohmaria.com.br

bjs

PAt